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SOBRE

Proposta para uma unidade Sesc no Bairro de Boa Viagem, no Recife-PE, com atividades voltadas para o lazer, cultura e educação, que visa suprir algumas lacunas existentes no bairro nessas três áreas. O programa previu espaços para biblioteca, salas de aula, ateliers, salas de dança, auditório para 240 pessoas, salões de mostras e exposição, espaço multiuso, pátio de eventos, café e lanchonete, além de estacionamento e salas administrativas e espaços técnicos.

PARTIDO ARQUITETÔNICO

Definimos que o edifício deveria cumprir o papel de ser um ponto de respiro, uma pausa no frenético e agitado bairro de Boa Viagem, para isso, seria necessário uma implantação que possibilitasse espaços mais introspectivos, ao mesmo tempo, o edifício não poderia negar totalmente a cidade, mas dialogar sutilmente com ela. 

PROJETO

Analisando o programa, separamos os espaços em dois grupos. No grupo um: biblioteca, salas de aula, ateliers, salas de dança e administração. No grupo dois: salas de exposição, espaço multiuso e auditório. 

Desde o início ficaram evidentes duas diferença entre os grupos, uma delas é que no primeiro as atividades são mais restritas e necessitam de maior grau de privacidade e controle, já no segundo grupo, as atividades são abertas a qualquer tipo de público, e a outra é uma diferença conceitual, pois, no grupo um são os espaços onde se aprende e produz manifestações artísticas e nos espaços do grupo dois, é onde se exibem essas manifestações.  

Os dois grupos de atividades foram abrigados em três blocos. No bloco frontal e isolado (Bloco 1), que é uma barra horizontal de três pavimentos, estão dispostas as atividades do grupo 1, ou seja, administração, biblioteca, salas de aula e ateliers, que são espaços de permanência prolongada e que não necessariamente são climatizados, por isso foram locados na parte frontal do terreno, com orientação leste, e que recebe as ventilações sudeste e nordeste. Esse volume tem um recuo frontal médio de 25m, o que proporciona uma relação mais agradável entre o pedestre e o edifício além de gerar um espaço de transição entre a rua e o interior do prédio.

Os outros dois grupos de atividade estão locados em dois blocos, também com três pavimentos, que se comunicam entre si e estão conformados em formato de “L”, com o trecho menor (Bloco2) na lateral sul do terreno, e na parte posterior, com orientação oeste, o trecho maior (Bloco 3). No Bloco 2 estão locadas as salas de exposição e o auditório, que está enterrado, e no Bloco 3, o restante das salas de exposição e o espaço multiuso, sendo esses espaços, exceto o último, necessariamente climatizados, devido ao uso que abrigam. 

No semienterrado foram locados, além do Auditório, o estacionamento, os espaços técnicos e de serviço.

Os três volumes formam entre si um pátio interno retangular, elevado 1,50m do chão, devido ao pavimento semienterrado. O acesso ao pátio se dá por duas ruas, o principal, na parte frontal do terreno e o outro pela parte lateral norte. Esse pátio é responsável, no nível do térreo, pela conexão espacial e visual entre os três blocos. 

Nas áreas externas, tanto o recuo frontal de 25m (pátio externo) quanto o pátio interno, foram pensados como espaços de congregação e atividades ao ar livre, no entanto com ambiências distintas. O externo, totalmente voltado para a rua e mais explícito, propondo um convite ao usuário e revelando o caráter público do edifício. Esse espaço é dotado de uma larga escada, que ocupa boa parcela da frente do Bloco 1 e conduz ao nível do pátio interno, de onde se tem acesso aos prédios. Essa escada em determinado momento, se transforma em uma espécie de arquibancada que possibilita ao usuário além de uma melhor visibilidade de eventos que possam acontecer nesse pátio externo, um local de reflexão e descanso.

Já o pátio interno, naturalmente, é mais fechado e introvertido e promove uma surpresa ao usuário, pois é descortinado totalmente apenas a partir da lateral norte do terreno. As faces que conformam o pátio são praticamente todas cegas, exceto no nível do térreo que é rodeado por esquadrias de vidro, que promovem a conexão visual entre os blocos, e de aberturas pontuais nos pavimentos superiores. Essas faces foram concebidas desta maneira, pois se pretendia que o edifício funciona-se como um plano de fundo para as atividades, acontecimentos, e encontros e desencontros ocorridos no pátio.

 

Planta Baixa - Pavimento Térreo

Planta Baixa - Pavimento Semi-enterrado

Planta Baixa - Primeiro Pavimento

Planta Baixa - Segundo Pavimento

Diagrama ilustrando os usos e zoneamento

Diagrama ilustrando o fluxo nos blocos de exposições

Fachada Frontal

Fachada Posterior

Fachada Lateral

Corte AA

Corte BB